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Rondonópolis/MT: Grupo Forte Agro entra em Recuperação Judicial - Dívida supera R$ 260 milhões

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    Equipe - EmpresaemCrise.com
  • 10 de jan.
  • 2 min de leitura

O Poder Judiciário de Mato Grosso autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Forte Agro, importante conglomerado do setor de agronegócio com sede em Rondonópolis. A trajetória do grupo iniciou-se em 2014 com a fundação da Pró Campo, focada em tecnologia agrícola, expandindo-se posteriormente para a comercialização de insumos e a produção direta de grãos e pecuária. Atualmente, as atividades do grupo abrangem desde a revenda de máquinas e implementos até o plantio de soja, milho, sorgo e gergelim em mais de 1.900 hectares, além da criação de gado de corte.


O pedido de recuperação judicial foi protocolado de forma conjunta (litisconsórcio ativo) pelas seguintes empresas e empresários:


  • Forte Agro Ltda.;


  • Pró Campo Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda.;


  • LR3 Agropecuária Ltda.;


  • Luciano Aldacyr Perozzo (produtor rural e empresário individual);


  • Rodrigo Nogueira Lima (produtor rural e empresário individual).


A crise que atingiu o grupo é atribuída a uma combinação de fatores macroeconômicos e climáticos adversos iniciados em 2023. Entre os principais motivos listados estão a elevação abrupta da taxa Selic (que saltou de 2% para 15%), o encarecimento de fertilizantes devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia, e os impactos do fenômeno El Niño na produtividade das safras. Além disso, o grupo enfrenta um alto índice de inadimplência de seus próprios clientes, com cerca de R$ 50 milhões em créditos não recebidos, sendo que parte desses devedores também se encontra em recuperação judicial.


O valor total da causa, que representa a dívida sujeita aos efeitos da recuperação judicial, é de R$ 243.150.524,15. No entanto, o passivo total declarado, somando créditos concursais e extraconcursais, alcança o montante de R$ 260.284.836,00. Entre os maiores credores do grupo destacam-se instituições financeiras e fornecedores de insumos, como:


  • Banco do Brasil S/A: aproximadamente R$ 21,7 milhões (entre quirografários e garantia real);

  • Banco Santander (Brasil) S/A: cerca de R$ 5,2 milhões;

  • Adama Brasil S/A: R$ 3,55 milhões;

  • Banco Safra S/A: R$ 3,51 milhões.


O processo tramita sob o número 1033143-97.2025.8.11.0003 perante a 4ª Vara Cível de Rondonópolis/MT. O juízo nomeou o Dr. Rogério Lellis Pinto para atuar como administrador judicial, responsável por fiscalizar as atividades das empresas e as negociações com os credores.


A recuperação judicial do Grupo Forte Agro reflete os desafios estruturais enfrentados pelo setor agropecuário brasileiro diante da volatilidade de preços e custos financeiros elevados. O sucesso do processo dependerá da apresentação de um plano de reestruturação viável em 60 dias, visando a preservação da atividade produtiva, dos empregos gerados e da função social das empresas envolvidas.


Para saber mais detalhes sobre como funciona o processo de Recuperação Judicial, ter acesso a artigos, doutrina, legislação e jurisprudência atualizada, acesse o link abaixo:


Para conhecer a lista completa de credores apresentada no processo, acesse o arquivo abaixo:


A publicação desta notícia, com todas as informações apresentadas, está baseada no princípio da transparência que norteia o processo de recuperação judicial. Os dados apresentados são públicos e a sua ampla disponibilização ao conhecimento da sociedade está prevista no Art. 22, inciso I, alínea 'k', e no Art. 52, § 1º, incisos I e II, todos da Lei 11.101/2005, bem como Art. 5º inciso LX e Art. 93, inciso IX da Constituição Federal.

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