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Paracatu/MG: Grupo Freisleben Ertal entra em Recuperação Judicial com dívidas que superam R$ 93 milhões

  • Foto do escritor: Equipe Sergio Schmidt Advocacia
    Equipe Sergio Schmidt Advocacia
  • 12 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

O município de Paracatu, em Minas Gerais, é palco de mais um capítulo marcante da crise que assola o agronegócio nacional. O Grupo Freisleben Ertal, tradicional produtor rural da região Noroeste do estado, teve deferido seu pedido de recuperação judicial pela 1ª Vara Cível da Comarca de Paracatu. O processo está registrado sob o número 5002971-07.2025.8.13.0470.




Quem são os empresários?

O grupo é composto por sete produtores rurais: Francisco Ivanor Ertal, Elaine Dall Agnol Ertal, Rafael Dall Agnol Ertal, Lurdes Freisleben, Pedro Francisco Freisleben, Pitterfrancis Freisleben e Rafael Ertal. Juntos, atuam de forma cooperada em propriedades que somam mais de 3.700 hectares nos municípios de Paracatu, Lagoa Grande, Dom Bosco e Unaí, com destaque para as fazendas Engenho Velho, Pindaibas, Prosperidade, Serrania e Tapera


O que motivou a crise?

O histórico do grupo revela décadas de investimento e crescimento sustentável. Entretanto, a sucessão de eventos adversos comprometeu severamente o fluxo de caixa: desde problemas no fornecimento de energia elétrica pela CEMIG, passando por quebras de safra, roubos de equipamentos agrícolas, até o agravamento da situação com a alta nos juros bancários e a recusa das instituições financeiras em renegociar dívidas, mesmo diante de decretos municipais de emergência climática.

A aquisição da Fazenda Serrania em 2023, por R$ 7 milhões, somada aos altos custos com infraestrutura e à frustração da entrega de energia pela concessionária, gerou um prejuízo estimado em R$ 5 milhões, afetando profundamente a sustentabilidade da operação


Dívida e principais credores

A dívida total declarada ultrapassa R$ 93 milhões, distribuída entre centenas de credores. Entre os principais estão:

  • Banco do Brasil S.A. – mais de R$ 27,7 milhões (entre créditos quirografários e com garantia real);

  • Caixa Econômica Federal – cerca de R$ 7,9 milhões;

  • Cooperativas de Crédito SICOOB e SICREDI – mais de R$ 21 milhões somados;

  • Lepesqueur Imóveis Ltda – R$ 8 milhões;

  • Cocari – Cooperativa Agropecuária e Industrial – R$ 4,3 milhões


Nomeação de administrador judicial

O juízo designou como administrador judicial o escritório Paoli Balbino & Balbino Sociedade de Advogados, sob a responsabilidade do advogado Otavio de Paoli Balbino de Almeida Lima, para acompanhar o caso.


Expectativas

O grupo segue operando e mantém mais de 50 empregos diretos e indiretos, além de movimentar uma ampla cadeia de fornecedores locais. A recuperação judicial foi requerida como única alternativa viável para reestruturar dívidas, preservar empregos e retomar o fôlego financeiro do empreendimento familiar, fundado há mais de três décadas com raízes no Rio Grande do Sul e consolidado no cerrado mineiro.


Para conhecer a lista completa de credores, acesse o arquivo abaixo:


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