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Com dívida de R$ 1,3 bi, Sementes Uniggel pede recuperação judicial

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    Equipe - EmpresaemCrise.com
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

O Grupo Formoso, dono da sementeira Uniggel e com atuação também em produção agropecuária e processamento de grãos, protocolou pedido de recuperação judicial com dívidas estimadas em R$ 1,3 bilhão, segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico. O requerimento foi apresentado em 18 de dezembro de 2025, antes do recesso do Judiciário, e ainda aguarda análise do juízo competente.


De acordo com a reportagem, o processo tramita em segredo de Justiça e está em curso na Vara de Precatórias Cíveis, Criminais, Falência e Recuperações Judiciais de Palmas (TO), onde fica a sede do grupo. Caberá ao juiz Luiz decidir sobre o deferimento (ou não) do processamento da recuperação.



Quem entrou no pedido e o que está em jogo


O pedido abrange diversas empresas do conglomerado, incluindo Formoso Agropecuária, Formoso Participações, Solus Mapito CLJ Participações e Uniggel, além de envolver integrantes da família Garcia, apontada como fundadora e proprietária do grupo, em seus negócios como pessoa física. Ainda conforme a reportagem, a recuperação é apresentada como abrangente, alcançando também operações ligadas à produção rural cujos produtores pessoas físicas figuram como signatários e, ao mesmo tempo, como sócios das empresas.


A defesa do grupo sustenta que o segredo de Justiça foi requerido como medida de cautela, para preservar ativos, colaboradores e a continuidade das operações até a apreciação inicial do pedido.



Pressão de crédito e efeitos em cadeia


Um dos sinais de estresse financeiro relatados pelo Valor é que, em novembro, antes do protocolo da recuperação, a Uniggel teria enviado carta a fornecedores informando dificuldades para renovar linhas de crédito, com impacto direto no cumprimento de compromissos.


No mesmo contexto, a reportagem menciona que a empresa pediu postergar para fevereiro de 2026 o vencimento de algumas obrigações, enquanto buscava reorganizar operações e fechar acordos financeiros para levantar recursos.


Outro ponto destacado foi o cenário de restrição ao crédito bancário: a Uniggel teria informado que pagou R$ 120 milhões em financiamentos bancários ao longo de 2025 com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, esperando recompor esse fôlego via novas linhas — o que não teria se confirmado diante de um ambiente mais rígido de crédito.


Além disso, o grupo relatou impactos de cerca de R$ 20 milhões “travados” junto a clientes em recuperação judicial e informou R$ 10 milhões em recebíveis da safra anterior que precisaram ser renegociados.



Operação segue, diz grupo


Em nota citada pela reportagem, o Grupo Formoso afirma manter as operações em pleno funcionamento, sem paralisação e sem demissões, e diz ter recorrido à recuperação judicial como instrumento para obter segurança jurídica e viabilizar a reorganização necessária para honrar compromissos.


O conglomerado atua há 35 anos no mercado. A Uniggel, uma de suas principais operações, foi fundada em Chapadão do Céu (GO) e tem capacidade de produção informada de 3 milhões de sacas de sementes. Ainda segundo o Valor, em 2025 a empresa iniciou a operação de uma nova unidade em Chapadão do Sul (MS).


Com informações do Valor Econômico (Edição de 13/01/2026).

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